terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dois pesos e duas medidas: o aborto perdoado em Madri


Ivone Gebara*


É com muito constrangimento que muitas mulheres católicas leram a noticia publicada em vários jornais nesse último final de semana de que a Arquidiocese de Madri com aprovação papal autorizou a concessão do perdão e indulgência plenária às mulheres que confessarem o aborto por ocasião da visita do papa. A impressão que tivemos é que o papa, o Vaticano e alguns bispos gostam de brincadeiras de mau gosto com as mulheres. Não sabemos em que mundo esses homens vivem, quem pensam que são e quem pensam que somos!

Primeiro, concedem o perdão a quem pode viajar para assistir a missa do papa e passar pelo "confessionódromo" ou pelo conjunto de duzentos confessionários brancos instalados numa grande Praça pública de Madri chamada "Parque do Retiro". O perdão deste "pecado" tem local, dia e hora marcada. Custa apenas uma viagem a Madri para estar diante do papa! Quem não faria o esforço para tão grande privilégio? Basta ter dinheiro para viajar e pagar a estadia em algum hotel de Madri que o perdão poderá ser alcançado. Por isso nos perguntamos: que alianças a prática do perdão na Igreja tem com o capitalismo atual? Como se pode viver tal reducionismo teológico e existencial? Quem está tirando benefícios com esse comportamento?

Segundo, têm o desplante de afirmar que o perdão deste "crime hediondo" como eles costumam afirmar, é dado apenas por ocasião da visita do papa para que n essa mesma ocasião as fiéis pecadoras obtenham "os frutos da divina graça" confessando o seu pecado. Como entender que uma falta é perdoada apenas quando a autoridade máxima está presente? Não estariam reforçando o velho e decadente modelo imperial do papado? Quando o Imperador está presente tudo é possível até mesmo a expressão da contradição em seu sistema penal.

Não quero retomar os argumentos que muitas de nós mulheres sensíveis às nossas próprias dores temos repetido ao longo de muitos anos numa breve reflexão como esta. Mas esse acontecimento papal madrilenho, infelizmente, só mostra mais uma vez, um lado ainda bastante vivo no Vaticano, ou seja, o lado das querelas medievais em que questões absolutamente sem peso na vida humana eram discutidas. E mais, demonstra desconhecer as dores femininas, desconhecer os dramas que situações de violência provocam em nossos corpos e corações.

Ao conceder o perdão ao "crime" do aborto na linguagem que sempre usaram, de forma elitista revelam o rosto ambíguo da instituição religiosa capaz de ceder ao aparato triunfalista quando sua credibilidade está em jogo. Podem abençoar tropas para matar inocentes, enviar sacerdotes como capelães militares em guerras sempre sujas, fazer afirmações públicas em defesa da instituição condenando pobres e oprimidas, abrir exceções à regra de seus comportamentos para atrair jovens alienados dos grandes problemas do mundo ao rebanho do Papa. A lista dos usos e costumes transgressores de suas próprias leis é enorme...

Por que reduzir a vida cristã a pão e circo? Por que dar um espetáculo de magnanimidade em meio a corrupção dos costumes? Por que criar ilusões sobre o perdão quando o dia a dia das mulheres é cheio de perseguições e proibições às suas escolhas e competências?

Somos convidadas/os a pensar no aspecto nefasto da posição do papa e dos bispos que se aliaram a ele. O papa não concedeu perdão e indulgência total ou plena "urbe et orbe", isto é, para todas as mulheres que fizeram aborto, mas apenas àquelas que se confessaram naquele momento preciso e por ocasião da visita do papa à Espanha. Não é mais uma vez a utilização das consciências especialmente das mulheres para fins de expansionismo de seu modelo perverso de bondade? Não é mais uma vez abrir concessões obedecendo a uma lógica autoritária que quer restaurar os antigos privilégios da Igreja em alguns países europeus? Não é uma forma de querer comprar as mulheres confundindo-as diante da pretensa magnanimidade dos hierarcas?

Será que as autoridades constituídas na Igreja Católica e de outras Igrejas são ainda cristãs? São ainda seguidoras dos valores éticos humanistas que norteiam o respeito a todas as vidas e em especial à vida das mulheres?

Creio que mais uma vez somos convocadas/os a expressar publicamente nosso sentimento de repúdio à utilização da vida de tantas mulheres como pretexto de magnanimidade do coração papal. Somos convidadas/os a tornar pública a corrupção dos costumes em todas as nossas instituições inclusive naquelas que representam publicamente nossas crenças religiosas. Somos convidadas/os a ser o corpo visível de nossas crenças e opções.

Fazendo isso, não somos melhores do que ninguém. Somos todas pecadoras e pecadores capazes de ferir uns aos outros, capazes de hipocrisia e mentira, de crueldade e crueldade refinada. Mas, também somos capazes de dividir nosso pão, de acolher a abandonada, de cobrir o nu, de visitar o prisioneiro, de chamar Herodes de raposa. Somos essa mistura, expressão de nosso eu, de nossos deuses, dos espinhos em nossa carne convidando-nos e convocando-nos a viver para além das fachadas atrás das quais gostamos de nos esconder.

*A teóloga Ivone Gebara é doutora em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Pelo CEBI, colaborou no livro Terra: Eco Sagrado. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

8ª Conferência Municipal de Assistência Social de Jaboatão dos Guararapes

Por Walkiria Rodrigues
“Consolidar o SUAS e valorizar seus trabalhadores”, foi o tema da 8ª Conferência Municipal de Assistência Social de Jaboatão dos Guararapes, que foi realizada no auditório do Hotel Golden Beach, em Piedade, nos dias 02, 03 e 04 de agosto de 2011. O prefeito do município, Elias Gomes e o vice-prefeito, Edir Peres, abriram oficialmente a Conferência.
No final foram eleitos os delegados e aprovadas as propostas que serão levadas para a IX Conferência Estadual de Assistencia Social.

Campanha Mulheres e Direitos

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Leda Dias, canta Canções Brasileiras



Por Torquato Silva

Leda Dias lança o disco Canções Brasileiras. Uma excelente opção para presente dos dias dos pais. Leda, tem sido uma incansável produtora cultural sonhando coisas suas e de toda gente nordestina. Vale a pena ouvir e se embalar ao som dessa produção de alta qualidade. Canções que fazem parte do cancioneiro popular, música de poesia feita com coração e a partir da alma.

Você, com certeza, deverá encontrar na Passa Disco. Sem dúvida alguma o Fábio pode mandar pro Brasil e pro mundo e pra todo mundo.


Aqui estão duas belíssimas canções que vale a pena ouvir para saborear um pouco dessa maravilha.

video

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entrevista especial com Marcelo Barros

24/11/2010



‘Todos nós somos chamados a ser monges’.



Aos 66 anos, o monge beneditino Marcelo Barros não para. Depois de participar do Seminário sobre questões climáticas e a vida no planeta em Porto Alegre, foi para Argentina, onde aceitou conceder àIHU On-Line a entrevista a seguir por email. Logo depois seguiu para Brasília e São Paulo e em meio a essa nova viagem respondeu nossas questões sobre a relação entre espiritualidade e o cuidado com a vida do planeta. “A Ecologia não é somente a ciência da interligação entre todos os seres vivos e todo o Universo, mas é também a descoberta desta amorosidade que permeia tudo e está presente em tudo”, explicou.




Marcelo Barros é monge beneditino, biblista e escritor. É assessor do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e das Comunidades Eclesiais de Base. É membro da Comissão da Coordenação Latino-americana da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT). Dedica-se, especialmente, ao macroecumenismo e às relações com as religiões afrodescendentes e indígenas. Seu mais recente livro é O Amor fecunda o Universo (Rio de Janeiro: Ed. Agir, 2009), o qual tem como coautor Frei Betto.

Confira a entrevista

IHU On-Line – Como trazer a problemática do clima para dentro das igrejas, da espiritualidade e da vida da sociedade?

Marcelo Barros – As igrejas cristãs e quase todas as religiões se expressam pela liturgia, pelo ato de se reunir e celebrar. E estas celebrações são atos de comunhão. É importante que se explicite mais profundamente a dimensão ecológica e cósmica desta comunhão. Para dar um exemplo, em todas as celebrações eucarísticas, a Igreja Católica e a Igreja Anglicana e outras cantam: “Santo, Santo, Santo é o Deus do universo. O céu e a terra estão cheios de tua glória”. Mas ninguém explicita o que significa concretamente confessar que a terra e os céus estão cheios da glória, isto é, da presença divina. Então, é tudo uma questão de educação e de sensibilidade que devemos intensificar.

IHU On-Line – E por que isso não foi feito até agora?

Marcelo Barros – As igrejas vieram de culturas antigas nas quais as comunidades judaicas e cristãs viviam em meio a povos que adoravam a natureza. Por isso, tanto a Bíblia como a teologia que surgiu evitou, o quanto possível, salientar esta presença divina nos elementos naturais e sublinharam mais a presença e a intervenção divina na história. Mas nunca negaram isso. O salmo 19 começa dizendo: “Os céus proclamam a presença divina (a glória de Deus)”. E o salmo 8 é fruto de uma contemplação da natureza em uma noite de luar. Hoje, o diálogo com as religiões indígenas e afrodescendentes que adoram o Mistério divino presente na Terra, na Água e em todos os elementos do Universo podem nos ensinar muito sobre esta espiritualidade ecológica.

IHU On-Line – Como o senhor relaciona a questão da ecologia e da espiritualidade?

Marcelo Barros – A Espiritualidade mais profunda é a busca da intimidade com o Mistério divino. Onde podemos buscar esta presença divina? Em nós mesmos, uns nos outros, na natureza (diz a Bíblia: na criação que continua e é sempre atual) e na história. Então, a Ecologia não é somente a ciência da interligação entre todos os seres vivos e todo o Universo, mas é também a descoberta desta amorosidade que permeia tudo e está presente em tudo. Então, é importante a ciência ecológica, a técnica ecológica, a política ecossocial, mas a raiz de tudo isso deve ser uma cultura, ou chamemos claramente, uma espiritualidade ecológica. Não se trata em si de uma espiritualidade religiosa. Pode ser e todas as religiões deveriam desenvolvê-la e explicitá-la mais. Entretanto, pode ser também simplesmente humana e laical: uma cultura de cuidado e amorosidade com todo ser vivo e com o Universo ao qual temos consciência de pertencer.

IHU On-Line – De que outras formas as igrejas podem se envolver com a questão do meio ambiente?

Marcelo Barros – Há dez anos, Bartolomeu I [patriarca de Constantinopla e primaz das Igrejas ortodoxas] instituiu o dia 1º de setembro como “festa litúrgica da Espiritualidade Ecológica”. Como a liturgia é o memorial dos atos divinos, no dia 1 de setembro, as igrejas orientais são chamadas a reavivar e atualizar o ato de amor divino pelo qual o Universo foi criado. E assim como celebramos a Páscoa como memorial da ressurreição do Cristo, no dia 1º de setembro celebramos a permanente ressurreição de toda criação como ato do Espírito Divino. Penso que as Igrejas todas deveriam incluir a Ecologia na catequese, na sua ética e na sua teologia.

Há anos, em um programa de televisão, um pastor neopentecostal deu um chute em uma imagem de Nossa Senhora. Bispos, padres e fiéis católicos reagiram fortemente em todo o Brasil. Houve manifestações de desagravo e a reação foi tal que o pastor teve de se retratar. Todos os dias, há pessoas que não só chutam uma imagem feita de madeira ou barro, mas destroem a imagem divina inscrita na natureza. A cada ano queimam quase 30% da floresta amazônica, jogam venenos nos campos, poluem os rios e o ar. Até aqui, a maioria das igrejas não percebeu que este tipo de crime é uma blasfêmia e um atentado contra a obra divina muito maior e mais perigoso do que chutar uma imagem que representa uma santa que amamos. No sentido contrário, quando o governo Lula decidiu pela transposição do rio São Francisco, Dom Luis Cappio e muitos companheiros e companheiras das pastorais populares entraram em jejum de solidariedade e comunhão com o rio. Isso foi uma profecia importante para todas as igrejas e para o mundo inteiro.

IHU On-Line – O que é preciso fazer para que governos rompam com a lógica do sistema capitalista?

Marcelo Barros – Os governos representam a população. Se nós criarmos uma consciência coletiva de que este sistema é iníquo e assassino das pessoas e da natureza, é impossível que os governos continuem investindo neste sistema. Quando em 2001, o Fórum Social Mundial começou protestando contra o neoliberalismo e proclamando que “outro mundo é possível”, quase todos os governos do continente latino-americano defendiam abertamente o neoliberalismo. Hoje, depois da crise sistêmica do capitalismo, quase nenhum governo defende mais claramente o neoliberalismo e os que defendem, o disfarçam. Ao mesmo tempo, na América Latina, estão surgindo novas formas de socialismo mais indígenas e democratas que mostram que, de fato, outra lógica e organização sociais são possíveis e urgentes.

IHU On-Line – O que é a teologia eco-feminista? O que podemos aprender com ela?

Marcelo Barros – Antes estávamos falando do capitalismo. O sistema que há séculos oprime a natureza é o mesmo que oprime a mulher. A cultura de dominação que ensina o ser humano não a conviver respeitosamente, mas a explorar a natureza é a mesma cultura patriarcal que sempre defendeu uma espécie de superioridade do homem sobre a mulher. Então a luta contra a dominação da natureza está ligada à luta pela libertação da mulher. Isso é o Ecofeminismo e é uma conquista da teologia para todos nós, homens e mulheres. No Brasil, nossa irmã e companheira Ivone Gebara foi a primeira teóloga brasileira que chamou a atenção disso em seu belo livro Teologia Ecofeminista (São Paulo: Editora Olho d´Agua, 1990).

IHU On-Line – As mulheres protegem a biodiversidade mais do que os homens?

Marcelo Barros – Parece artificial dizer que sim. O que podemos dizer é que a sensibilidade feminina pode levar a isso. Por exemplo, há pesquisas históricas que mostram que as culturas matriarcais (governadas por mulheres) fizeram muito menos guerra do que as patriarcais (dominadas por homens) e todos sabemos que desde a antiguidade e, principalmente, hoje, as guerras são elementos fortíssimos de destruição da biodiversidade. O que precisamos é de mulheres que não entrem simplesmente no mesmo sistema patriarcal e, sim, contribuam com a humanidade com o jeito de ser próprio da mulher. Na Inglaterra imperialista, uma mulher como Margaret Thatcher, apesar de ser mulher, não contribuiu com a transformação do sistema. Ao contrário, aprofundou-o. Mas as mulheres do MST que, há alguns anos, no Rio Grande do Sul, ocuparam um laboratório de sementes transgênica de uma empresa multinacional e destruíram as sementes fizeram um ato profético de defesa da biodiversidade.

IHU On-Line – A formação de um monge privilegia esse outro olhar mais atento para o meio ambiente?

Marcelo Barros – Monge vem de uma palavra grega (monos) que significa uno ou unificado. Então ser monge é caminhar para a unificação interior e isso se faz em geral pela busca da unidade com os outros, tanto irmãos da humanidade, como os outros seres vivos em uma fraternidade universal. Raimon Panikkar, nosso irmão teólogo catalão, há pouco falecido, ensinava que esta dimensão de monge está presente em todo ser humano. De alguma maneira, toda pessoa busca esta unificação interior. Toda pessoa tem algo de monge ou monja. Hoje, é a Ecologia que chama a atenção para esta interligação e unidade que existe entre todos os seres do universo. Então há uma relação muito profunda entre a arte de ser monge e a espiritualidade ecológica.

Na Idade Média, Francisco de Assis viveu profundamente isso. Na Rússia do século XIX, o santo mongeSerafim de Sarov vivia na floresta. Quando encontrava um animal que fosse um urso ou um pássaro, se inclinava diante dele e dizia: “De fato, Jesus ressuscitou e estou vendo um sinal disso!”. Então, eu digo: Todos nós somos chamados a ser monges no sentido de buscar esta unidade do nosso ser interior e na relação de amor e unidade com todos os seres humanos e com a natureza. O trabalho do IHU é um testemunho deste tipo de espiritualidade monástica e ecológica em seu sentido mais profundo: transformador e de desenvolver uma cultura de amor e de cuidado universal.

Fonte: Instituto Humanitas

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Campanha Seja o heroi do seu filho/a


INFANTICÍDIO INDÍGENA: O QUE DIZER?!




A Câmara dos Deputados modificou o projeto de lei 1.057/07 que previa multa e prisão para agentes de saúde e da Funai considerados "omissos" em casos de infanticídio em aldeias indígenas no Brasil. ONGs e deputados evangélicos defendem que as tradições dos povos indígenas devem ser submetidas ao valor universal e constitucional do direito à vida.

A prática ritual de enterrar crianças vivas, ou abandoná-las na floresta, persiste até hoje em cerca de 20 etnias brasileiras. Os bebês são escolhidos para morrer por diversos motivos, desde nascer com deficiência física a ser gêmeo ou filho de mãe solteira.

Antropólogos, indigenistas e assessores da Funai pressionaram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que adiou a votação da proposta por quatro anos. Agora em junho o projeto foi alterado pela relatora Janete Pietá (PT-SP) e pode ser transformado em lei até o fim do ano: no lugar de punições, diz que o governo deve oferecer "oportunidades adequadas aos povos indígenas de adquirir conhecimento sobre a sociedade em seu conjunto" em casos de infanticídio, estupro e maus-tratos.

O Conselho Indigenista Missionário, ligado à CNBB, conferência dos bispos católicos, também pressionou contra o projeto original. Segundo o secretário-adjunto do órgão, Saulo Feitosa, a prática seria "residual". "Ninguém defende o infanticídio, mas não podemos aceitar que vendam uma imagem de que todos os índios são selvagens e sacrificam suas crianças”.
Em depoimento na audiência pública do projeto na Câmara, a antropóloga Rita Segato questionou: "Que Estado é esse que hoje pretende legislar sobre como os povos indígenas devem preservar suas crianças? Que Estado é esse que hoje pretende ensinar-lhes a cuidá-las? Que autoridade esse Estado tem? Que legitimidade e que prerrogativa? Que credibilidade esse Estado tem ao tentar, mediante nova lei, criminalizar os povos que aqui teciam os fios da sua história quando foram interrompidos pela violência e a cobiça dos cristãos?..."

Saiba aqui de dissertação na UNB que analisa o projeto.
Veja aqui o texto completo da antropóloga Rita Segato.


‘O que mais faço na vida é rezar e beber uma cervejinha’, diz Zeca Pagodinho




Um dos cantores mais populares do Brasil é o primeiro convidado do quadro ‘O que vi da vida’.





Jessé Gomes da Silva Filho. Esse é o nome de um dos cantores mais populares do Brasil: Zeca Pagodinho, um carioca de 52 anos que fez de tudo na vida. Feirante, camelô, office-boy, anotador de jogo do bicho. Até descobrir o samba. Tem 22 álbuns gravados e cinco prêmios Grammy.

Na música, é afilhado de Beth Carvalho. No mundo, um carioca nascido no Irajá que se apaixonou por Xerém - um bairro da Baixada Fluminense. Em casa, marido de Monica, pai de quatro filhos e avô. No Fantástico, ele conta o que leva da vida.



Fonte: Fantástico

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Arcebispo de Cantuária Relembra John Stott


Rev. John StottPor Revdo. Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária
Fonte: Anglican Communion News Service
Tradução: Wellington Pinheiro dos Santos
A morte de John Stott será pranteada por um incontável número de cristãos ao redor do mundo. Durante uma longa vida de generoso serviço e testemunho, John ganhou um lugar único no coração de todos que o conheciam, seja pessoalmente, seja através de seus muitos livros. Ele era um homem de rara graça e profunda bondade pessoal, um comunicador excelente e um conselheiro sensível e hábil. Sem nunca comprometer a sua firme fé, ele se mostrou disposto a desafiar algumas das maneiras pelas quais a fé havia se tornado algo convencional ou simplesmente uma fé introspectiva. Não é demais dizer que ele ajudou a mudar a face do evangelismo internacional, defendendo a necessidade de uma missão “holística”, que possa aplicar o Evangelho de Jesus a todas as áreas da vida, incluindo questões sociais e políticas. Mas ele será lembrado mais calorosamente como um expositor das Escrituras e um mestre da fé, cuja profundidade e simplicidade tornou a doutrina algo vivo em toda a sorte de novos caminhos
Agradecemos a Deus por sua vida e por tudo que nos foi dado através de seu ministério.

Morre o teólogo anglicano John Stott


Rev. John StottFonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
O teólogo anglicano e evangelista John Stott, 90, faleceu na tarde dessa quarta-feira, 27. Segundo informações de Benjamin Homam, presidente do ministério John Stott, a morte o alcançou às 15h15 (horário de Londres) e resultou de complicações relacionadas à sua idade avançada.
Família e amigos haviam se reunido recentemente com Stott. Os colegas de trabalho já se preparavam para o pior, devido ao seu estado de saúde. “Stott deixou um exemplo impecável para lideres de ministérios em todo o mundo. Deixou para muitos um amor pela igreja global, e uma paixão pela fidelidade bíblica e amor pelo Salvador”.
Stott nasceu em 27 de abril de 1921, estudou Línguas Modernas na Faculdade Trinity, de Cambridge, foi ordenado pela Igreja Anglicana em 1945, e iniciou suas atividades como sacerdote na Igreja All Souls, em Langham Place, onde se tornou sacerdote emérito em 1975. Foi capelão da Família Real Britânica de 1959 a 1991.
Ele se tornou conhecido após o Congresso de Lausanne, em 1974, quando esposou o conceito de Evangelho Integral, uma abordagem cristã mais ampla, abrangendo a promoção do Reino de Deus não apenas na dimensão espiritual, mas também na transformação da sociedade, a partir da ética e dos valores cristãos.

Brasis - Diocese Anglicana do Recife

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PONTO MISSIONÁRIO DA LIBERDADE
4ª Travessa Santo Aleixo, 275
Santo Aleixo - Jaboatão dos Guararapes - PE
Próximo ao Mercadinho Asa Branca