sábado, 4 de junho de 2011

Pro dia nascer feliz



Um dos Mais impressionantes Documentários Sobre a Realidade Nacional. Caso n, Porto hum, Vasto e sensível Painel da Educação do Estado n. atraves Brasil de Jovens DEPOIMENTOS emocionantes de fazer ensino Médio e de Professores de Três Diferentes regioes brasileiras. Da menina Valéria Que recitava poesias não longínquo sertão nordestino, lutando contra Toda sorte de adversidade social



Pro Dia Nascer Feliz from Jean Mello on Vimeo.

Até Onde a Vista Alcança


Até Onde a Vista Alcança from Felipe Peres Calheiros on Vimeo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por que o brasileiro não reclama?



Porque ele acredita que, se ninguém reage, é melhor ele também não reagir. Essa é a conclusão de um novo estudo sobre a notória passividade nacional
MARTHA MENDONÇA E RONALD FREITAS
Na volta para casa, na hora do rush, a barriga de nove meses da operadora de caixa Josy de Sousa Santos, de 30 anos, vai espremida entre os passageiros do metrô que liga Brasília a Ceilândia, na periferia da capital. Josy, assim como outras gestantes, mulheres com bebê no colo, idosos e pessoas com deficiência, tem direito a um assento especial em transporte público. É o que diz a Lei Federal no 10.048, em vigor desde 2000. No aperto do trem, porém, são poucas as pessoas que cedem o lugar especial à grávida. Josy não reclama. “Não peço, não gosto de incomodar nem de criar confusão”, diz. Nesse mesmo metrô, até dois anos atrás, o aposentado Antônio Alves Barbosa, de 76 anos, queixava-se quando não lhe cediam o espaço reservado para idosos. Depois que um jovem o agrediu verbalmente, desistiu de reclamar. “Ele disse que velho tinha de morrer”, afirma Barbosa.
Não se trata de um problema exclusivo do metrô de Brasília. O brasileiro não tem o hábito de protestar no cotidiano. A corrupção dos políticos, o aumento de impostos, o descaso nos hospitais, as filas imensas nos bancos e a violência diária só levam a população às ruas em circunstâncias excepcionais. Por que isso acontece? A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna. Leia mais...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Zé Cláudio Ribeiro Nov 2010 (English subtitles)

Sobre a vida e liturgia (II)


Pe. Reginaldo Veloso





Três historinhas em torno de um mesmo tema



2. A Liturgia de Isabel...

Na entrada da Rua Lucélia, passada a pontezinha sobre o canal, por onde escorre toda a imundície do Córrego do Euclides, há um correr de quartos, cada qual com porta e janela voltadas para o sol nascente. Não conto as vezes que, indo ou vindo, passei em frente ao quarto onde morava uma velhinha de pixaim encanecido e rostinho encriquilhado, feito maracujá de gaveta, a quem dava as horas e ouvia em troca um “bom dia” ou “boa tarde” de uma voz alquebrada e doce.

Outro dia, fui procurado por uma comadre minha para fazer a “encomendação” de Isabel... Era a velhinha da entrada da Rua Lucélia que havia falecido. Nunca gostei de fazer rezas apenas formais, “para cumprir tabela”. Por isso, tive o cuidado de perguntar à minha comadre o que ela sabia sobre Isabel... Aquela velhinha que eu tantas vezes saudara ao longo de anos de passar pela entrada da Rua Lucélia era uma viúva que ali vivia há muitos anos, viera do interior e recebera de um filho falecido, ainda jovem, a “herança” de uma ruma de netos para criar... Criou-os todos botando água de ganho... Mas como se não bastasse, seu barraco era o abrigo de quem não tinha onde ficar, quando vinha do interior para tratar-se no Recife... Isabel socorria, do jeito que podia, toda pessoa que dela precisasse e a ela acorresse em busca de ajuda... “Um pessoa que não era de religião, não era de igreja, mas fez caridade a muita gente”, concluía minha comadre.

Próximo à hora do enterro, cheguei para fazer a encomendação. Mal dava para entrar na salinha apertada, onde, em volta do caixão coberto de flores, estavam as poucas pessoas que cabiam, amigos e familiares, os quatro castiçais, dois de cada lado e, encimando a cabeça da defunta, a imagem do Crucificado. Cantamos o Salmo 23, o salmo do Deus Pastor, li o Evangelho da Oferta da Viúva e, em seguida, senti-me muito à vontade, mesmo sem ser papa, para canonizar Isabel: estávamos ali diante de uma vida que subia para Deus com o aroma suave daquelas flores e o brilho e a fumaça daquelas velas, como agradável oferta para Deus. Ali estava o franzino corpo de uma mulher curtido pela dureza da vida e a totalidade da entrega a serviço de quem dela precisou. Um ser feito de amor, como o Cristo representado por aquela cruz. Em suma, uma santa. Santa Izabel do Córrego do Euclides!

"Em verdade vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que depositaram no cofre. Pois todos eles deram do que tinham de sobra, ao passo que ela, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver" Mc 12,43-44.


Brasis - Diocese Anglicana do Recife

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