Torquato Silva
Foto: Zeu Espíndola
Pode, porventura, as pedras fazer poesia?
Pode, porventura, as mesmas pedras fazer algo nobre?
O Caminho que o diga.
As pedras aparam os pés,
Calejam os pés, escorrem o sangue.
As pedras de travesseiro servem
quando se cansa do Caminho.
E o Caminho cansa e dele nos cansamos.
Mas, as pedras, continuam lá, no Caminho.
Intactas e rígidas
E ainda mais quando nele, sobre os ombros,
carregamos alguma cruz.

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